Minha Casa Minha Vida atinge famílias com renda até R$ 9 mil

Apto Vila Matilde

O sonho da casa própria nunca esteve tão perto e no momento em que a economia mostra sinais de recuperação, o presidente Michel Temer anunciou na tarde desta segunda-feira novas medidas para o Minha Casa Minha Vida que visam o crescimento do setor.

A partir de agora, as famílias com renda mensal de até R$ 9 mil se enquadram no programa habitacional do governo. Antes dessa mudança, na faixa 3, o limite de renda para uma família se enquadrar no Minha Casa Minha Vida era de R$ 6,5 mil por mês.

O governo também ampliou o valor do imóvel para que possam ser comprados no programa. O preço que antes era de R$ 225 mil passa R$ 240 mil em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Nas capitais do Norte e Nordeste passa de R$ 170 mil para R$ 180 mil.

Todas as faixas do programa sofreram alteração. Confira como ficou:

* Faixa 1: renda familiar máxima continua em R$ 1.800;
* Faixa 1,5: renda familiar máxima passa de R$ 2.350 para R$ 2.600;
* Faixa 2: renda familiar máxima passa de R$ 3.600 para R$ 4.000;
* Faixa 3: renda familiar máxima passa de R$ 6.500 para R$ 9.000.

A medida visa estimular a construção civil, gerar empregos e ampliar o número de famílias com moradias. A expectativa é que a nova fase contrate 600 mil imóveis ainda este ano.

Fonte:
SP Imóvel | http://www.spimovel.com.br

Após queda de 38,3% em 2016, Abecip prevê estabilidade do crédito imobiliário

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A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) estima que os financiamentos a imóveis fiquem estáveis em 2017, após dois anos seguidos de retração do segmento, impactado pela crise. A linha que utiliza recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) deve crescer 5% em 2017 ante o exercício anterior, conforme a entidade, enquanto que a que recorre aos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve encolher 1,5%, na mesma base de comparação.

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Somadas, as linhas de FGTS, que sofreu menos com a crise, e SBPE devem alcançar R$ 112 bilhões em 2017, ante cerca de R$ 111 bilhões no ano passado. Em 2015, totalizaram R$ 129 bilhões e em 2014, R$ 157 bilhões.

No ano passado, os financiamentos que usam recursos das cadernetas de poupança somaram R$ 46,6 bilhões, montante 38,3% menor do que o registrado em 2015, de cerca de R$ 76 bilhões. Já o volume de unidades financiadas somou 199,7 mil imóveis em 2016, declínio de 41,5% ante 2015, quando foram registrados 341,5 mil unidades.

“O ano começou totalmente diferente, com os juros no longo prazo mais baixos. Os bancos já estão pagando menos para captar”, avalia o presidente da Abecip, Gilberto Duarte de Abreu.Em dezembro, a tônica do financiamento imobiliário já foi outra. Foi o melhor resultado mensal de 2016, ao totalizar R$ 5,38 bilhões, montante 35,2% maior ante novembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi identificado aumento de 12,9%. No último mês do ano, foram financiados 20,4 mil imóveis para aquisição e construção, alta de 35,2% em relação a novembro (15,1 mil unidades). Em 12 meses, porém, houve queda de 6,8%.

O presidente da Abecip lembrou que o setor da construção foi um dos mais impactados pela crise e que o recuo do crédito imobiliário pesou no desempenho do segmento. Ponderou, contudo, que a queda dos juros contribui para o desempenho da poupança, que já encerrou 2016 em melhores condições. No ano passado, o saldo da caderneta subiu 1,3%, contra queda de 3% em 2015.

“Parece que já passamos pelo fundo do poço e estamos entrando em um novo momento. 2017 ainda é um ano de ajustes, com desemprego alto, mas com reação, mesmo que moderada”, concluiu Abreu.

Distratos
O presidente da Abecip afirmou que no nível atual os distratos têm potencial para comprometer o balanço de incorporadoras e, consequentemente, a entrega de imóveis a clientes que desejam ficar com as unidades adquiridas. A entidade defende, segundo ele, que haja penalização para os clientes que distratarem com base no preço do imóvel, limitado ao pagamento já efetuado.

Uma outra possibilidade, de acordo com Abreu, é a multa com relação ao que já foi pago. Entretanto, segundo ele, há custos incidentes na venda dos imóveis e que são todos ligados ao valor de imóvel. “Os distratos geram hoje uma situação em que o empreendimento não tem recursos para ser concluído e ainda por cima quem distrata gera saída de caixa da construtora, colocando em risco a saúde do mercado”, avaliou o presidente da Abecip.

Ele destacou que a não solução da questão dos distratos pode gerar esqueletos na cidade e que a regulamentação das vendas vai no sentido de tornar o setor mais saudável. Questionado se as regras valeriam para vendas antigas, o especialista disse que a dor dos distratos já foi sentida pelo mercado e que é preciso torná-las claras para as novas vendas.

“O mercado precisa ser sadio, de modo que as garantias sejam honradas e a equação financeira preservada. Temos de proteger a saúde financeira das incorporadoras. Do contrário, corremos o risco de criar um mercado arriscado e que os bancos não vão financiar ou vão financiar a preços mais caros”, acrescentou Abreu.

Recuperação judicial
O setor de construção e de incorporação de imóveis ainda pode ser palco de mais pedidos de recuperações judiciais neste ano, de acordo com Gilberto Duarte de Abreu. “Incorporadoras estão com dificuldade. As companhias que estão endividadas, com estoques e não estão conseguindo ter vendas líquidas, conseguem segurar essa realidade só por mais um tempo”, explicou ele.

De acordo com Abreu, o cenário fica ainda mais complicado quando a construtora tem dívida corporativa. Ele disse que o ano de 2017 não será tão diferente para empresas que enfrentam dificuldades em seus balanços. “Desde 2014, 2015, algumas companhias já estavam com seus balanços comprometidos. 2017 não será diferente do que foi 2016, mas os bancos estão trabalhando junto a dívidas de incorporadoras ou quem está passando por uma recuperação judicial”, acrescentou.

O presidente da Abecip ponderou, porém, que o mercado já pratica juros mais baixos como reflexo da Selic, o que tende a beneficiar o setor imobiliário. Segundo ele, as taxas para o crédito imobiliário já caíram cerca de 1 ponto porcentual desde que os juros começaram a cair.

Sobre a letra garantida imobiliária (LIG), ele disse que a Abecip e o mercado já fizeram a lição de casa e que aguardam a regulamentação por parte do Banco Central. Ele não precisou, contudo, um prazo para a divulgação. No entanto, destacou para a necessidade de uma maior redução dos juros. “Mesmo com a regulamentação, com os juros atuais não teremos a LIG florescendo. Mas, no final de 2017, caso os juros caiam para 9,5%, será bastante interessante”, afirmou Abreu, acrescentando que a queda dos juros permitirá que a LIG, similar aos covered bonds, seja um instrumento não apenas local, mas também de captação externa.

Especial Financiamento – Caixa é opção mais barata?

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Na hora de escolher o banco ideal para financiar a casa própria é preciso estudar todas as condições, exigências e analisar as melhores taxas. E muita gente acredita que a Caixa Econômica Federal é a melhor opção para adquirir o crédito imobiliário.

A Caixa é uma instituição financeira pública do governo federal. Durante muito tempo foi opção mais barata para adquirir o financiamento imobiliário. Mas nos dias de hoje, essa realidade mudou. É possível encontrar taxas mais em conta nos bancos privados e até mesmo no Banco do Brasil. Tudo depende do seu perfil de crédito, da modalidade de crédito e do seu relacionamento do com o banco.

Para o advogado especializado em Direito imobiliário e sócio do escritório Ferraz Sampaio e Dutra – Sociedade de Advogados, Renato Savy, normalmente o financiamento pela Caixa é mais barato que os bancos privados. “Mas é muito importante o cliente fazer simulações e comparar todas as condições.”

Outra questão que deixa os brasileiros com dúvida é a questão das taxas que acompanham o financiamento imobiliário. E como saber se não estão sendo cobradas taxas desnecessárias?

Para o Dr. Savy é normal, porém cada Banco tem a sua taxa. “As cobranças de taxas são inerentes às operações de financiamento imobiliário, como por exemplo, o seguro, que quita o financiamento em caso de falecimento do participante que entrou com a renda.”

A Caixa, o Banco do Brasil e o Santander financiam até 35 anos. Já o Itaú e o Bradesco o prazo máximo para pagar é de até 30 anos. Segundo o advogado especializado em Direito Imobiliário, Renato Savy, a maioria dos brasileiros levam entre 10 e 20 anos para quitar o saldo do financiamento imobiliário.

Pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a Caixa Econômica Federal financia até 85% dos novos imóveis e 70% dos usados. A taxa mínima é de 10,50% a.a. + TR e máxima é de 11,22% a.a. + TR.

O Banco do Brasil financia 80% do valor de avaliação ou compra e venda, no que for menor. As taxas de juros são a partir de 11,29% a.a. + TR e podem ser flexibilizadas de acordo com o relacionamento do cliente com o banco.

O Bradesco também financia até 80% do valor do imóvel residencial, novo ou usado e o prazo do financiamento imobiliário é até 30 anos para pagar. Taxa de juros de até 10,70% ao ano

No Itaú, o percentual de financiamento máximo é de até 75% do valor do imóvel, com valor mínimo de R$ 100 mil. As taxas são a partir de 10,5%, de acordo com o relacionamento e o histórico do cliente com o banco.

Já no Santander o percentual máximo é de até 70%. O financiamento permitido para imóveis
com valores a partir de R$ 90 mil e com valor a partir de R$ 60 mil. Com taxas de juros a 10,7% ao ano. O comprometimento máximo de renda pode ficar entre 30% e 35%, mas varia de acordo com a análise de crédito.

* Informações enviadas pelas assessorias das instituições bancárias em novembro de 2016.

Fonte:
SP Imóvel | http://www.spimovel.com.br

Você conhece os prazos do seu contrato de Locação?

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Locação residencial: quais são os prazos que você deve seguir?
Quando o assunto é contrato de locação residencial, é indispensável ter toda a atenção do mundo para garantir que locador e locatário fiquem satisfeitos com o acordo. Nesse contexto, o corretor precisa conhecer os prazos específicos desse tipo de contrato, repassando as informações aos envolvidos no negócio para garantir assim o cumprimento da legislação. Não seria ótimo se você conseguisse facilitar ao máximo a vida dos seus clientes? Então confira neste post quais são os prazos que eles deves seguir e se prepare para ganhar alguns pontinhos a mais no quesito confiança!

Prazo mínimo de locação
Em geral, o prazo estabelecido para o contrato de locação residencial pode ser qualquer um. Mesmo assim, porém, é necessário observar algumas condições. Contratos verbais ou que tenham prazos menores que 30 meses fazem com que a exigência do imóvel por parte do locador só aconteça após um período de 5 anos. Isso significa que, se um apartamento é alugado por 24 meses, mesmo após o encerramento do contrato, o inquilino pode ficar morando lá por outros 36 meses, desde que cumpra as condições previstas em contrato. Por isso, o mais comum é que o contrato tenha um prazo mínimo de 30 meses de vigência. Se o inquilino decide devolver o imóvel antes desse período, o normal é que haja a aplicação de uma multa rescisória.

Prazo de locação por temporada
Um contrato de locação residencial com duração de até 90 dias é considerado um aluguel de temporada — mesmo que seja para moradia efetiva. Nesse caso, há uma mudança nas regras, sendo preciso observar que as questões burocráticas também são distintas. Se seu cliente fecha um contrato de locação de 2 meses, por exemplo, ainda que seja renovado algumas outras vezes após o vencimento, está na verdade estabelecendo um aluguel de temporada.

Prazo de aviso de desocupação
Outro prazo que seus clientes devem seguir na locação residencial diz respeito ao de aviso de desocupação. Uma vez que o inquilino deseja sair do imóvel, seja antes ou depois do vencimento do contrato, é fundamental que haja um aviso de pelo menos 30 dias para que o proprietário possa se programar. O mesmo vale para quando o locador pede o imóvel de volta, a fim de garantir um período de preparação para o inquilino se ajeitar.

Prazo máximo de locação
Por lei, não existe nenhum prazo máximo para a locação residencial. Isso significa que o contrato pode durar apenas 30 meses, se assim for o desejo de ambas as partes, ou ser renovado de maneira contínua e indefinida. Mas atenção: atualizar o contrato a cada renovação é essencial, revendo o reajuste do aluguel, as garantias de pagamento e assim por diante. Isso oferece segurança para ambas as partes e evita conflitos de maneira geral.

Como você pôde ver, no caso do contrato de locação residencial, há prazos mínimos de locação e de desocupação do imóvel, enquanto o prazo máximo não é delimitado por lei.

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