Após queda de 38,3% em 2016, Abecip prevê estabilidade do crédito imobiliário

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A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) estima que os financiamentos a imóveis fiquem estáveis em 2017, após dois anos seguidos de retração do segmento, impactado pela crise. A linha que utiliza recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) deve crescer 5% em 2017 ante o exercício anterior, conforme a entidade, enquanto que a que recorre aos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve encolher 1,5%, na mesma base de comparação.

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Somadas, as linhas de FGTS, que sofreu menos com a crise, e SBPE devem alcançar R$ 112 bilhões em 2017, ante cerca de R$ 111 bilhões no ano passado. Em 2015, totalizaram R$ 129 bilhões e em 2014, R$ 157 bilhões.

No ano passado, os financiamentos que usam recursos das cadernetas de poupança somaram R$ 46,6 bilhões, montante 38,3% menor do que o registrado em 2015, de cerca de R$ 76 bilhões. Já o volume de unidades financiadas somou 199,7 mil imóveis em 2016, declínio de 41,5% ante 2015, quando foram registrados 341,5 mil unidades.

“O ano começou totalmente diferente, com os juros no longo prazo mais baixos. Os bancos já estão pagando menos para captar”, avalia o presidente da Abecip, Gilberto Duarte de Abreu.Em dezembro, a tônica do financiamento imobiliário já foi outra. Foi o melhor resultado mensal de 2016, ao totalizar R$ 5,38 bilhões, montante 35,2% maior ante novembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi identificado aumento de 12,9%. No último mês do ano, foram financiados 20,4 mil imóveis para aquisição e construção, alta de 35,2% em relação a novembro (15,1 mil unidades). Em 12 meses, porém, houve queda de 6,8%.

O presidente da Abecip lembrou que o setor da construção foi um dos mais impactados pela crise e que o recuo do crédito imobiliário pesou no desempenho do segmento. Ponderou, contudo, que a queda dos juros contribui para o desempenho da poupança, que já encerrou 2016 em melhores condições. No ano passado, o saldo da caderneta subiu 1,3%, contra queda de 3% em 2015.

“Parece que já passamos pelo fundo do poço e estamos entrando em um novo momento. 2017 ainda é um ano de ajustes, com desemprego alto, mas com reação, mesmo que moderada”, concluiu Abreu.

Distratos
O presidente da Abecip afirmou que no nível atual os distratos têm potencial para comprometer o balanço de incorporadoras e, consequentemente, a entrega de imóveis a clientes que desejam ficar com as unidades adquiridas. A entidade defende, segundo ele, que haja penalização para os clientes que distratarem com base no preço do imóvel, limitado ao pagamento já efetuado.

Uma outra possibilidade, de acordo com Abreu, é a multa com relação ao que já foi pago. Entretanto, segundo ele, há custos incidentes na venda dos imóveis e que são todos ligados ao valor de imóvel. “Os distratos geram hoje uma situação em que o empreendimento não tem recursos para ser concluído e ainda por cima quem distrata gera saída de caixa da construtora, colocando em risco a saúde do mercado”, avaliou o presidente da Abecip.

Ele destacou que a não solução da questão dos distratos pode gerar esqueletos na cidade e que a regulamentação das vendas vai no sentido de tornar o setor mais saudável. Questionado se as regras valeriam para vendas antigas, o especialista disse que a dor dos distratos já foi sentida pelo mercado e que é preciso torná-las claras para as novas vendas.

“O mercado precisa ser sadio, de modo que as garantias sejam honradas e a equação financeira preservada. Temos de proteger a saúde financeira das incorporadoras. Do contrário, corremos o risco de criar um mercado arriscado e que os bancos não vão financiar ou vão financiar a preços mais caros”, acrescentou Abreu.

Recuperação judicial
O setor de construção e de incorporação de imóveis ainda pode ser palco de mais pedidos de recuperações judiciais neste ano, de acordo com Gilberto Duarte de Abreu. “Incorporadoras estão com dificuldade. As companhias que estão endividadas, com estoques e não estão conseguindo ter vendas líquidas, conseguem segurar essa realidade só por mais um tempo”, explicou ele.

De acordo com Abreu, o cenário fica ainda mais complicado quando a construtora tem dívida corporativa. Ele disse que o ano de 2017 não será tão diferente para empresas que enfrentam dificuldades em seus balanços. “Desde 2014, 2015, algumas companhias já estavam com seus balanços comprometidos. 2017 não será diferente do que foi 2016, mas os bancos estão trabalhando junto a dívidas de incorporadoras ou quem está passando por uma recuperação judicial”, acrescentou.

O presidente da Abecip ponderou, porém, que o mercado já pratica juros mais baixos como reflexo da Selic, o que tende a beneficiar o setor imobiliário. Segundo ele, as taxas para o crédito imobiliário já caíram cerca de 1 ponto porcentual desde que os juros começaram a cair.

Sobre a letra garantida imobiliária (LIG), ele disse que a Abecip e o mercado já fizeram a lição de casa e que aguardam a regulamentação por parte do Banco Central. Ele não precisou, contudo, um prazo para a divulgação. No entanto, destacou para a necessidade de uma maior redução dos juros. “Mesmo com a regulamentação, com os juros atuais não teremos a LIG florescendo. Mas, no final de 2017, caso os juros caiam para 9,5%, será bastante interessante”, afirmou Abreu, acrescentando que a queda dos juros permitirá que a LIG, similar aos covered bonds, seja um instrumento não apenas local, mas também de captação externa.

Especial Financiamento – Caixa é opção mais barata?

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Na hora de escolher o banco ideal para financiar a casa própria é preciso estudar todas as condições, exigências e analisar as melhores taxas. E muita gente acredita que a Caixa Econômica Federal é a melhor opção para adquirir o crédito imobiliário.

A Caixa é uma instituição financeira pública do governo federal. Durante muito tempo foi opção mais barata para adquirir o financiamento imobiliário. Mas nos dias de hoje, essa realidade mudou. É possível encontrar taxas mais em conta nos bancos privados e até mesmo no Banco do Brasil. Tudo depende do seu perfil de crédito, da modalidade de crédito e do seu relacionamento do com o banco.

Para o advogado especializado em Direito imobiliário e sócio do escritório Ferraz Sampaio e Dutra – Sociedade de Advogados, Renato Savy, normalmente o financiamento pela Caixa é mais barato que os bancos privados. “Mas é muito importante o cliente fazer simulações e comparar todas as condições.”

Outra questão que deixa os brasileiros com dúvida é a questão das taxas que acompanham o financiamento imobiliário. E como saber se não estão sendo cobradas taxas desnecessárias?

Para o Dr. Savy é normal, porém cada Banco tem a sua taxa. “As cobranças de taxas são inerentes às operações de financiamento imobiliário, como por exemplo, o seguro, que quita o financiamento em caso de falecimento do participante que entrou com a renda.”

A Caixa, o Banco do Brasil e o Santander financiam até 35 anos. Já o Itaú e o Bradesco o prazo máximo para pagar é de até 30 anos. Segundo o advogado especializado em Direito Imobiliário, Renato Savy, a maioria dos brasileiros levam entre 10 e 20 anos para quitar o saldo do financiamento imobiliário.

Pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a Caixa Econômica Federal financia até 85% dos novos imóveis e 70% dos usados. A taxa mínima é de 10,50% a.a. + TR e máxima é de 11,22% a.a. + TR.

O Banco do Brasil financia 80% do valor de avaliação ou compra e venda, no que for menor. As taxas de juros são a partir de 11,29% a.a. + TR e podem ser flexibilizadas de acordo com o relacionamento do cliente com o banco.

O Bradesco também financia até 80% do valor do imóvel residencial, novo ou usado e o prazo do financiamento imobiliário é até 30 anos para pagar. Taxa de juros de até 10,70% ao ano

No Itaú, o percentual de financiamento máximo é de até 75% do valor do imóvel, com valor mínimo de R$ 100 mil. As taxas são a partir de 10,5%, de acordo com o relacionamento e o histórico do cliente com o banco.

Já no Santander o percentual máximo é de até 70%. O financiamento permitido para imóveis
com valores a partir de R$ 90 mil e com valor a partir de R$ 60 mil. Com taxas de juros a 10,7% ao ano. O comprometimento máximo de renda pode ficar entre 30% e 35%, mas varia de acordo com a análise de crédito.

* Informações enviadas pelas assessorias das instituições bancárias em novembro de 2016.

Fonte:
SP Imóvel | http://www.spimovel.com.br

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