Caixa reduz juros do crédito imobiliário

caixa

Caixa Econômica Federal anunciou, nesta segunda-feira, a redução dos juros do crédito imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). As taxas mínimas passaram de 10,25% para 9% ao ano, no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% para 10%, para propriedades enquadradas no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Com isso, a Caixa volta a ter taxas de mercado competitivas. Até agora o banco estatal era o único entre os cinco maiores do país com juros acima de 10%. Itaú opera com porcentual a partir de 9%; Banco do Brasil, 9,24%; Santander, com 9,49%; e Bradesco, a partir de 9,45%, conforme dados disponíveis nos sites das instituições financeiras.

De acordo com o presidente do banco estatal, Nelson Antônio de Souza, a redução facilita o acesso à casa própria e ajuda a estimular o mercado imobiliário. “O objetivo é oferecer as melhores condições para os nossos clientes, além de colaborar para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, destaca.

Para o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC), Celso Petrucci, a decisão contribui para que novas quedas ocorram ao longo do ano. “A Caixa é a indutora deste mercado, e essa mudança mostra que as taxas baixaram para ficar. Estamos retomando o nível que tínhamos entre 2010 e 2011, quando houve o boom imobiliário, e é possível que tenhamos uma nova rodada de diminuição dos juros”, diz, ao comentar que para isso é necessária a convergência de fatores, como queda da Selic e a alta no emprego.

Cálculos feitos pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP) mostram que um imóvel de 250.000 reais com 80% de financiamento em vinte anos, a economia com juros chega a 25.000 reais no período. “É um impacto significativo no bolso do cliente, que poderá comprar um imóvel melhor ou diminuir o comprometimento da renda”, diz Flavio Amaury, presidente do Secovi-SP.

Representantes do setor consideram que a mudança vai fortalecer a reativação da economia com mais pessoas que poderão adquirir a casa própria. “A Caixa tem papel importante no financiamento imobiliário, e a redução dos juros é fundamental para estimular o setor, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a oferta de crédito pelos bancos privados é menor do que no Sul e Sudeste”, afirma Ronaldo Cury, vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinducon-SP).

Caixa Vai Baixar Juros Do Financiamento Imobiliários Em Abril

caixa
A Caixa Econômica Federal vai reduzir ainda neste mês os juros do financiamento imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança.

O corte, no entanto, não levará o banco a oferecer, novamente, as taxas mais baixas do mercado. “Não podemos botar banca se não tivermos condição”, disse Nelson Antônio de Souza, novo presidente da instituição financeira, em sua primeira entrevista desde que assumiu o comando do banco há uma semana no lugar de Gilberto Occhi, que foi deslocado para o Ministério da Saúde.

O movimento da Caixa de cortar os juros para o financiamento imobiliário vem com atraso em relação aos concorrentes privados que começaram a reduzir as taxas à medida em que o Banco Central cortou a Selic, taxa básica de juros da economia. Entre os maiores bancos do País, a Caixa é o único que ainda cobra juros de dois dígitos no crédito imobiliário.

A redução já estava em estudo na gestão de Occhi, mas foi impulsionada com a recente decisão do BC de diminuir os depósitos compulsórios – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no Banco Central, sem poder usar para novos empréstimos, por exemplo. Leia a seguir trechos da entrevista concedida ao Estadão / Broadcast durante o Summit Imobiliário Brasil 2018, evento promovido pelo Grupo Estado.

O senhor tem menos de um ano de gestão no comando da Caixa, considerando que o Governo mude nas próximas eleições. O que dá tempo de fazer?

Primeiro, é dar continuidade ao trabalho que o (Gilberto) Occhi vinha fazendo e que permitiu um lucro considerável ao banco no ano passado, de R$ 12,5 bilhões (no critério ajustado). Mas eu diria que trabalhar em áreas que tenham um balanço social forte, que é o caso da habitação. Vejo também que as PPPs (parcerias público privadas) são outra saída que podemos chegar, mas não sei se teríamos um resultado já em 2018. E sempre colocando esses produtos para setores que gerem emprego e renda. Esse é o foco. Em harmonia com o Conselho de Administração sob o ponto de vista de utilizar uma política de governo sem, contudo, abrir mão da governança e da consistência de resultados econômicos e financeiros da Caixa.

E a redução de juros nas linhas de crédito imobiliário que usam recursos da caderneta de poupança vem quando?

Vamos anunciar o mais breve possível. Nesta semana já não dá mais, mas ainda em abril nós queremos divulgar a nova taxa de juros da Caixa no crédito imobiliário.

A Caixa vai voltar a ter a taxa mais atrativa do mercado?

Eu diria que a Caixa vai ter taxas compatíveis ao mercado. Não gosto muito de dizer que é a menor. Nós só podemos botar banca se tivermos condições.

A mudança nos depósitos compulsórios ajuda o movimento de redução dos juros no crédito imobiliário?

Vai nos dar um fôlego. A mudança no compulsório melhorou a nossa tomada de divisão, mas já vínhamos estudando.

Fonte: Estadão

Entenda por que você deve dividir suas economias em três partes

Se você não conhece bem o mercado financeiro, deve estar com a cabeça cheia de dúvidas: onde investir, quanto aplicar, devo ou não colocar todo o dinheiro em um único produto? Não se assuste: esse mundo é mais fácil do que parece. Os experts em investimentos recomendam a divisão das economias em três partes: reserva de emergência, objetivos específicos e aposentadoria. Fazendo desse jeito, você consegue ter controle sobre seu capital e, assim, direcionar melhor suas aplicações de acordo com cada objetivo.

Reserva de emergência

É aquele dinheiro, como o nome já diz, para ser usado em situações inesperadas, como perda de emprego ou problemas de saúde. Esse capital deve ser equivalente a, pelo menos, seis meses de suas despesas, para que, frente a um imprevisto, você se mantenha por um período curto sem sobressaltos.

Como esses recursos podem ser usados a qualquer momento, o principal ponto desse investimento é ter liquidez, ou seja, estar disponível para saque imediato. Nesse caso, entre as opções mais recomendadas estão os Fundos de Investimento e Títulos de Renda Fixa com boa liquidez. Em qualquer desses investimentos, você vai conseguir rendimentos melhores do que os da caderneta de poupança.

“Esse é seu colchão de emergência. Por isso, não é aconselhável ousar com esse dinheiro, nada de investimentos de risco”, afirma Sandra Blanco, consultora da Órama, plataforma de investimentos 100% online.

Objetivos específicos

Quais são seus planos para os próximos cinco anos? A resposta para essa pergunta são os seus objetivos específicos: um carro novo, a casa própria, economias aquela viagem em família… Para colocar essas metas de pé, você vai precisar de planejamento e calculadora.

O primeiro passo é descobrir a quantia necessária e o prazo para alcançar o seu objetivo – dois anos, por exemplo. Esse vai ser o tempo do investimento, então você deve procurar produtos com vencimento ao fim desse período. O seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado) também vai ditar o tipo de aplicação. Para obter melhores resultados, os consultores recomendam uma carteira mista, com de 30% a 60% em renda fixa, entre 10% e 40% em renda variável e o restante em fundos multimercado.

Uma sugestão é colocar parte do capital em fundos multimercados, que combinam papéis de renda fixa e variável. “É uma excelente opção. Os fundos multimercados têm ótimos gestores que sabem navegar bem nesses mares turbulentos”, diz Alexandre Espirito Santo, economista da Órama.

Aposentadoria

Não importa a sua idade, sempre é hora de pensar na aposentadoria. Entre as melhores opções, estão os planos de previdência privada, que são, na prática, modalidades de investimento com características próprias.

São três os benefícios principais da previdência em relação aos demais produtos. O primeiro é a mudança de hábitos: a partir da decisão, você vai destinar parte do dinheiro para sua aposentadoria, e não para uma viagem, por exemplo. O segundo é fiscal, já que recursos em fundos de previdência privada podem ter uma tributação mais atraente do que outros investimentos, dependendo do plano, da forma de tributação escolhida e do tempo que o dinheiro ficar aplicado. Converse com um especialista para decidir qual o plano mais indicado para o seu caso, podendo ser PGBL ou o VGBL, e se vale mais a pena optar pelo modelo de tributação com a tabela progressiva ou regressiva. O terceiro benefício é que, em caso de morte do titular, os recursos da previdência privada vão direto para os beneficiários indicados no plano. Os demais investimentos entram em inventários.

Pensando nessas vantagens e na preocupação do brasileiro com a aposentadoria, a Órama selecionou no mercados os melhores planos de previdência, das melhores seguradoras e gestoras, para oferecer o produto a seus clientes.

Outra opção para a aposentadoria tranquila são os fundos de investimento. Com a garantia de que você terá bons gestores cuidando do seu patrimônio, é só esperar o seu dinheiro render. No longo prazo, eles geralmente conseguem ótimos resultados. Na Órama, você encontra as aplicações para cada um desses objetivos e gestores experientespara zelar pelo seu capital.

Em geral, quanto mais tempo você deixar seu dinheiro investido, maior é a rentabilidade esperada